Você está ali na areia, olhando o mar... As ondas quebram na areia sem parar. Você então se pergunta: por que isso acontece?
Desde que criei essa conta no blogger - há mais de 3 anos - tenho hesitado em publicar textos, por achar que eles me escravizariam. Hoje, aleatoriamente, vou dar o pontapé inicial no bicho. Quanto à escravidão, veremos no que vai dar.
A gota d´água pra eu dar o braço a torcer às tentações literárias veio com a #dicanaval (que droga de blog! em 4 linhas já apareceram os jargões "pontapé inicial", "gota d´água e "dar o braço a torcer"! calma, leitor, é só uma firula satírica intencional com o clássico "método revista exame de se escrever"). "Mas o que é a #dicanaval?", perguntaria outro leitor incauto que naturalmente não conhece essa tag obscura. É que no meu tuíter (@paceaz) tenho me empenhado numa empreitada quase-diária para estabelecer um pouco de mentalidade marítima (veja o próximo post) nos meus honoráveis seguidores. Portanto, todo dia que entro no dito cujo, cuspo uma #dicanaval. Na dica de hoje eu quis responder à seguinte pergunta: "por que as ondas quebram na praia?". Tentei sem sucesso condensar a explicação em 140 caracteres. Aí lembrei do meu combalido blog, que estava adormecido enquanto eu esperava uma oferta de R$100 reais para vender o domínio . Uma oferta que nunca veio... Ainda bem, senão não teria um espaço maior para dar vazão à migalha de conhecimento marítimo de hoje. Enfim, ei-la, resumidamente:

Aí, tendo seu topo avançando mais rapidamente que sua base (ou seja, com a velocidade da crista da onda sendo maior que a velocidade da própria onda), ela finalmente entra em colapso, e nós a vemos quebrando. Vejam esse vídeo curtinho pra entender melhor o fenômeno:
Geralmente as ondas começam a quebrar quando atingem profundidades de aproximadamente 1.3 vezes a sua altura.
Pergunte "e daí?" depois de toda essa explicação que eu te mato! Pelo menos agora você vai ter assunto com aquela gatinha na praia.
